terça-feira, 2 de agosto de 2011

Silêncio

Silêncio...

Me deixa ouvir o silêncio, deixa ele tentar reorganiza os meus sentimentos.
Abraçar o silêncio, tocar o silêncio, deitar em seu colo, reconfortante e solitário.
Deixo que os seus dedos carentes acariciem meus cabelos, devagar roçando-os na minha orelha.
Começo a gritar mudo, lágrimas temperam minha face.
Face que por hora, não quer olhar em nenhuma parte a não ser a parte de dentro. Buscando enxergar o que o tempo não tem me deixado ver.
Tento ver seu rosto, mas nunca me parece nítido. Fico pensando no que o silêncio pensa, e mesmo sendo assim tão calado, nos diz coisas que só nós precisamos ouvir e sem nenhuma palavra.
Levanto minha cabeça do colo dele, tento olhar nos olhos para agradecer, mas me vejo sozinho, eu e as paredes e mesmo assim agradeço calado.

Um comentário:

  1. Poucas coisas são tão ensurdecedoras quanto o silêncio.

    Poucas também conseguem ser tão acalentadoras.

    Belas palavras.

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