
O sonho de todo ser humano é saber realmente responder a pergunta mais difícil de todas. Quem sou eu?
Uma pergunta que te faz pensar na parte de dentro, tão confusa quanto é a parte de fora. É como se fossemos cebolas, pétalas, escamas de um peixe, todas misturadas, de várias formas e ordens. Quanto mais nos perguntamos, mais nos perdemos e isso que sinto me faz sentir parte de um todo, pois não sou o único que pensa no existencial, na procura de uma identidade que talvez ninguém consiga achar. Somos o imperfeito mais perfeito da natureza e não nos damos conta de que viver é desconstruir tudo que foi construído e nascer algo diferente da nossa própria desconstrução.
Hoje entendo que o que me aflige não é saber quem sou, mas o que vou ser e que sendo o que sou não destrua a busca pessoal das pessoas que estão em minha volta.
Sempre gostei do emaranhado, com uma caixa perfeita, bela, mas a vida é tão relativa que o meu belo se perde nos conceitos que me fizeram ver nas pessoas. E essa procura da caixa bela, me faz mais solitário por não me deixar ver os belos fios emaranhados que deveriam fazer sentido quando conhecemos pessoas. Tenho medo da solidão que essa procura me faz, e tenho medo que a solidão seja a única que me acompanha. Acredito que somos iguais e diferentes, mas por acreditar que a diferença minha me torne mais humano que os demais, santo, mais que os demais, maldoso mais que os demais. Valores que colocados na minha cabeça que me faz afastar de conhecer caixa normais, ou imperfeitas. Tão imperfeitas como a minha.
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